Desde pequena que me habituei a mudar de escola e deixar os meus amigos para trás. No total frequentei 5 escolas diferentes até à faculdade. Se contarmos com a faculdade já foram 7, porque mudei de curso!
A ideia de mudança é assustadora por vezes, mas nunca deixei que me abalasse. Sempre soube bem o que queria e que as minhas escolhas não vão ser sempre as mesmas dos meus amigos. Até ao secundário as mudanças de escola não foram decididas por mim, mas quando fui para o 10º ano e optei por ciências e tecnologias separei-me das minhas 2 melhores amigas. Uma delas, apesar das áreas completamente distintas. ainda é minha amiga chegada.
Quando entrei na faculdade teria sido bom ter um porto seguro, alguém com quem contar para não estar sozinha e não me sentir perdida. Não tive essa sorte e sabia que a minha escolha nunca podia ser em função disso, mas sim em função do que eu queria para o meu futuro. Assim, mais uma vez, separei-me das minhas amigas mais chegadas e fui sozinha para a aventura. Foi difícil? Foi! A casa de banho foi muitas vezes a minha melhor amiga, mas com o tempo conheci pessoas, fiz amizades, e passei a sentir-me em casa naquelas paredes que no início eram tão hostis.
Hoje deparo-me com uma situação semelhantes. Na escolha das turmas para o segundo ano não fiquei na mesma turma que as minhas amigas. Não conheço ninguém na minha nova turma. Logo agora que já tinha um porto seguro tiram-no outra vez.
Ad Augusta Per Angusta
quinta-feira, 10 de setembro de 2015
quarta-feira, 9 de setembro de 2015
Entrar na UNIVERSIDADE!
Entrar na universidade é sempre um momento de transição. Vou então contar a minha experiência.
Terminei o 12º ano, com 18 aninhos, e candidatei-me ao ensino superior sem saber bem o que queria nem o que me esperava. Como a minha média era boa sabia que entrava na minha primeira opção.
O ultimo verão do secundário passou e eu não fazia ideia do que era a faculdade. Na minha cabeça os professores eram bichos e não podia falar com eles, tinha que estar super atenta as aulas porque nao havia livros, nem sequer sabia que haviam turmas!! Outra preocupação era a praxe ( ai a maldita praxe!). E todo o que me respondiam quando perguntava "como é a faculdade?" era "é incrível!". Tanto mistério em torno do mundo académico. Tantos MITOS! Vamos esclarecer isso.
Bem, quanto aos professores, eles não são bichos, e sim, podemos falar com eles (regra geral são acessíveis, mas há sempre excepções). No secundário fazia muitas perguntas aos professores e continua a fazê-lo na faculdade. Sempre que tenho uma dúvida numa aula pergunto no momento (se for oportuno) ou espero pelo final da aula para falar com o professor. Outra opção é mandar um email ou marcar uma hora para esclarecer as dúvidas.
Claro que já conheci senhores professores que se acham melhores que Deus. Alguns como quem nem sequer me atrevia a abrir a boca e outros que não olham para os alunos e falam muitooo baixinho.
Falemos agora dos apontamentos. Visto que não há livros, ou os que há são caros e, ás vezes, inúteis, podemos contar com os apontamentos. Tudo isto varia de faculdade para faculdade, mas regra geral existem 3 tipos de apontamento:
- Os de alunos mais velhos
- Os slides ou sebentas que os prof fornecem
- Os que tu ou os teus colegas tiram nas aulas
Se fores as aulas e tirares bons apontamentos esses são os melhores para estudares. Claro que é sempre importante completares o estudo com os slides dos professores. Quanto aos apontamentos antigos podem ser bons ou maus. Caso sejam bons utiliza-os!
O material escolar também era uma dúvida minha. Sempre adorei comprar o meu material escolar no inicio de Setembro, mas não sabia o que ia precisar e não queria fazer figura de parva. Agora que já sei como é compro sempre material de escrever (Canetas, lapis, borachas), sublinhadores, um caderno de linhas para cada cadeira e capas de arquivo. Normalmente tenho uma grande para ficar em casa com todas as fotocópias que vou tirando e uma mais pequena com as fotocópias que vou estudar no dia. Quando digo fotocópias refiro-me aos apontamentos que referi anteriormente.
Agora as turmas. Exitem! São maiores ( 40 a 60) e podes não estar sempre na mesma turma. No meu primeiro ano estive em 4 turmas diferentes. O sentido de turma unida e inseparável perde-se, mas acaba por se conhecer muita gente do curso. Para além disso, quando via que havia aulas e profs que compensavam mais do que os da minha turma tentava ir as outras turmas. Na faculdade não há obrigações. Queres ir as aulas vais, queres ir ao exame vais, queres fazer a cadeira por recurso? força! Tu geres a tua vida, tomas as tuas decisões, porque o único lesado és tu. Claro que há cursos com cadeiras obrigatórias e ai já é diferente.
Vamos então à praxe! Reparem a praxe é uma tradição, mas não é nenhuma obrigação. É mito que se não fores à praxe não vais ter amigos ou não te vais integrar. A praxe ajuda a conhecer pessoas mais rápido, mas isso o tempo e a simpátia também fazem. Ninguém te obriga a fazer parte da praxe. Se não quiseres basta dizer que não queres. Ninguém te vai chatear ou gostar menos de ti por isso. Mas mostra que tens personalidade e não que não vais por tudo o que ouviste mas reportagens da TVI.
Eu não sou praxista, mas experimentei ser caloira durante uns tempos. Não era a minha cena por isso sai. Na boa, sem problema nenhum. Tenho amigos que são da praxe e outros que não são.
Portanto não tenham medo da praxe, experimentem e se não gostarem saiam.
Quero também chamar à atençao outro assunto: Não se limitem a estudar. A universidade é uma altura de experiencias, por isso vão à descoberta. Façam voluntariado, entrem em organizações da fauculdade, vão de erasmus, vejam o mundo pelos olhos dos outros. Acreditem vai fazer a diferença na vossa vida pessoal e profissional. Os empregadores cada vez olham menos para as médias e mais para o que tu lhes tens para lhe contar sobre ti.
Por fim quero falar de um assunto muito importante para mim. Quando entrei pela primeira vez na faculdade foi para a minha primeira opção, aquele curso que durante 3 anos de secundário tinha idealizado. Passado pouco tempo percebi que odiava o que estava a fazer. Então candidatei-me à 3ªfase (que nem sequer sabia que existia) e entrei no curso que estou agora e que adoro! Nada é definitivo, somos muito novos e ainda nos estamos a descobrir, não tenham medo de mudar!
Isto é um guia que gostava de ter lido quando entrei na faculade e espero que a minha pequena experiência ajude quem está a começar uma nova etapa. Boa sorte!
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